sábado, 27 de agosto de 2011

Pulsares

Os pulsares são estrelas excepcionalmente pequenas e muito densas.
Tanto que 260 milhões deles poderiam caber no mesmo volume da Terra, e 1,3 milhões de Terras caberiam no mesmo volume de nosso Sol.
Apesar de terem uma pequena fração do tamanho da Terra, os pulsares podem apresentar um campo gravitacional até 1 bilhão de vezes mais forte que o nosso. Os astrônomos acreditam que essas estrelas de nêutrons sejam remanescentes de estrelas que entraram em colapso ou de supernovas. À medida que uma estrela moribunda perde energia, ela entra em colapso. A partir desse momento, toda a sua matéria é comprimida para seu próprio interior, tornando-se cada vez mais densa.
Quanto mais a matéria da estrela se move em direção ao seu centro, ela gira cada vez mais rápido, da mesma forma que os praticantes de patinação artística giram mais rápido ao juntar seus braços. Isso explica a rotação incrivelmente rápida de certos pulsares.
Apesar de serem objetos de natureza bastante distintas, os quasares e pulsares têm em comum o fato de terem sido descobertos na mesma década e de pertencerem a astronomia moderna.
Os pulsares foram descobertos pelas emissões rápidas e periódicas de rádio que emitiam. Chegou-se a pensar que se tratava de vida extraterrestre! De fato são estrelas de neutrons, rodando a velocidades extremas e com uma densidade de matéria inconcebível.
Os quasares são objetos mais exóticos ainda. Supõem-se que sejam núcleos de galáxias ativas, ou talvez tenham origem em gigantescos buracos negros... Fato é que imagina-se que estejam localizados a distâncias extremas no universo. Seu brilho supera, em muito, o de galáxias situadas a mesma distância.

Por que os pulsares "pulsam"?
Os pulsares, na realidade, não ligam e desligam. Eles emitem um fluxo de energia constante. Essa energia é concentrada em um fluxo de partículas eletromagnéticas que são ejetadas a partir dos pólos magnéticos da estrela à velocidade da luz. O eixo magnético da estrela de nêutrons forma um ângulo com o eixo de rotação, exatamente como o norte magnético e o norte verdadeiro da Terra são ligeiramente diferentes. À medida que a estrela gira, esse feixe de energia se espalha através do espaço, como o feixe de luz de um farol ou a luz de uma ambulância. Somente quando esse feixe incide diretamente sobre a Terra é que podemos efetuar a detecção do pulsar com os radiotelescópios.
Mesmo que os pulsares emitam luz no espectro visível, eles são tão pequenos e estão tão distantes de nós que não é possível detectar essa luz. Somente os radiotelescópios podem detectar a forte energia de rádio em alta freqüência que eles emitem.

Eles podem nos ajudar...
Como os pulsares são encontrados entre os restos de uma supernova que entrou em colapso, eles podem nos ajudar a entender o que ocorre quando as estrelas entram em colapso. Eles também podem nos fornecer uma percepção sobre o nascimento e a evolução do universo. Além disso, há muitas formas pelas quais o comportamento dos pulsares pode variar ao longo do tempo.

quem quiser ler uma noticia sobre esse assunto, pode entrar aqui
foREVer

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